magazine RISCO ZERO n4 - page 59

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níveis para programar a renovação de recursos e a inovação
tecnológica.
10. Problemas Físicos Ambientais
Iluminação e ruído fora dos limiares e limites recomenda-
dos para evitar prejuízos sensoriais (visão e audição) ou
para garantir a compatibilidade com as exigências de visi-
bilidade e demandas de atenção e concentração da tarefa.
Existência de reflexos, devido a superfícies brilhantes ou
polidas, janelas com cortinas ineficientes ou inadequadas,
fontes luminosas dentro do campo visual do operador, pro-
vocando ofuscamento e superexposição repetitiva da retina.
Temperatura, vibração, radiação, pressão atmosférica além
dos limites determinados para evitar custos orgânicos (do-
enças do aparelho circulatório e danos aos orgãos internos).
11. Problemas Químicos Ambientais
Doenças do aparelho digestivo, urinário e respiratório de-
vido a elementos tóxicos e aero-dispersóides. Aparelhos de
ar condicionados, com sugidades, poeira ou contaminações.
Doenças contagiosas devido à falta de higiene e assepsia
que propicia a proliferação de germes patogênicos (bacté-
rias e vírus).
12. Problemas Arquiteturais
Iluminação insuficiente para o conforto e bem-estar do tra-
balhador. Falta de isolamento acústico e térmico com preju-
ízos sensoriais e orgânicos para o funcionario. Insulficiência
de espaço para a circulação de pessoas e equipamentos, o
que ocasiona contusões e acidentes. Recuo ou movimen-
tação de cadeiras impossibilitadas por mesas, paredes ou
obstáculos físicos existentes. Dificuldade de comunicação
interpessoal devido ao isolamento dos operadores em com-
partimentos ou ao arranjo físico de vários postos de traba-
lho em colunas ou filas.
13. Problemas Acidentários
Falta de segurança acional com possibilidade de choques,
queimaduras, cortes, traumatismos, lesões temporárias ou
permanentes e acidentes fatais. Exposição a quedas pelas
condições do solo - irregularidades ou escorregamento - ou
pela precariedade de andaimes, rampas e escadas. Possibili-
dade de traumatismos e contusões pela falta de dispositivos
de proteção das máquinas - peças, componentes ou parte
da máteria-prima que é ejetado e atinge o homem ou equi-
pamentos inadequados para transporte de cargas, fardos e
materiais, provocando instabilidade da carga. Fatibilidade
de colisões de máquinas, equipamentos e homens pela exi-
guidade de espaço para circulação e movimentação de car-
gas e pessoal. Explosões, incêndios, intoxicações fatais por
vazamentos ou segurança insuficiente.
14. Problemas Naturais
Exposição a intempéries durante o trabalho, chuva, desa-
bamentos, insolação ou frio intenso, pressão atmosférica.
Trabalho em guaritas ou locais externos que propõe contato
com insetos, aracnídeos ou cobras.
DISFUNÇÕES DO ELEMENTO HUMANO.
Problemas Sensórios Fisiológicos (visão, audição, tato)
Fadiga visual. Desconforto visual, dores de cabeça e cansaço
geral em função de adaptações constantes da íris e da retina
face aos diferentes tipos de iluminação nos vários planos de
visualização e as diversas apresentações da relação figura/
fundo. Reflexos provenientes dos vidros dos automóveis em
trânsito na rua. Problemas de ofuscamento e consequente
super-exposição repetitiva da retina, devido reflexos sobre
painéis e mostradores, a tremulação da imagem gerada em
tubos de raios catódicos, ao piscamento, mesmo impercep-
tível, da iluminação provocada por lâmpadas fluorescentes,
isto tem sido um dos fatores de acidentes com veiculos as
horas noturnas.
Surdez profissional como consequência da exposição ao
ruído contínuo ou ensurdecedor. Deficiência tátil por quei-
maduras e dermatites frequentes, ao contrário, falta de tato
pelo uso de luvas de proteção impróprias, ou mesmo exposi-
ção a acidentes - luvas grandes que se prendem a ferramen-
tas ou equipamentos.
Problemas Psiconeurofisiológicos
Fadiga nervosa em consequência da busca constante de in-
formações e tecnologia, do número excessivo de controles,
da urgência de decisões, da possibilidade de ocorrência de
disfunções que colocam em risco todo sistema - aspecto
cognitivo;
Alteração do sistema digestivo e cardiovascular em decor-
rência da carga mental e psíquica.
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