magazine risco zero
Esta realidade é encarada, segundo iniciativas internacio-
nais recentes, de uma forma séria e integrada por forma a
enfrentar os problemas de saúde relacionados ao stress no
trabalho. Veja-se os seguintes documentos:
1. Guia sobre Stress Relacionado ao Trabalho (2000) da Co-
missão Europeia (CEC);
2. Padrão Europeu (EN ISO 10075-1 e 2) sobre Princípios
Ergonômicos relacionados à carga de trabalho mental (Co-
mité Europeu de Pardonização, 2000);
3. Livro Verde da Comissão Europeia sobre Promoção de
um Marco Europeu para a Responsabilidade Social das Em-
presas (2001);
4. Acordo sobre o Stress relacionado ao Trabalho, assinado
em 8 de Outubro de 2004, pelos Parceiros Sociais Europeus
representando a ETUC. UNICE, CEEP;
5. Manual da Organização Internacional do Trabalho “Stress
Prevention at Work Checkpoints”;
Durante o ano de 2014 e 2015 a Agência Europeia para a
Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) desenvolve a
campanha “Locais de trabalho saudáveis contribuem para a
gestão do stress”, cujo objectivo é ajudar os empregadores,
quadros dirigentes, trabalhadores e representantes dos tra-
balhadores a reconhecer e a gerir o stress e os riscos psicos-
sociais no trabalho e a trabalharem em conjunto para gerir
esses riscos.
A Semana Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho
de 2015 que decorre de 19 a 23 de Outubro de 2015, um dos
pontos altos da Campanha «Locais de Trabalho Seguros e
Saudáveis contribuem para a gestão do stress», proporcio-
nará a muitos países a ocasião de encerrar as respectivas
campanhas, discutir os resultados, proceder ao intercâmbio
de boas práticas e explorar estratégias futuras de gestão do
stress e dos riscos psicossociais no local de trabalho.
É importante salientar que estas iniciativas visam alertar
cada vez mais que um ambiente de trabalho negativo em
termos psicossociais pode ser extremamente adverso para
o trabalhador traduzindo-se em stress relacionado com o
trabalho, transtornos depressivos, dificuldades de concen-
tração e propensão para cometer mais erros, problemas em
casa, abuso de álcool e drogas e problemas de saúde física
tais como, doenças cardiovasculares e problemas musculo-
esqueléticos.
Além das consequências adversas acima referidas e do
fraco desempenho geral da Empresa, dado o aumento do
absentismo, presentismo, aumento da taxa de acidentes
e de danos pessoais, constitui obrigação legal e moral do
empregador abordar os riscos psicossociais e assegurar a
segurança e saúde dos trabalhadores em todos os aspectos
relacionados com o trabalho.
Depois porque existem muitos mal-entendidos e estigmas
relacionado com a saúde mental. Por outro lado, torna-se
claro que há uma dificuldade de gestão destes riscos psi-
cossociais por parte dos empregadores contrariamente aos
riscos de SST ditos “tradicionais”.
Outros motivos de preocupação são evidenciados, ainda
pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Tra-
balho (EU-OSHA), onde mais de metade dos trabalhadores
europeus dão conta de que o stress relacionado com o tra-
balho é habitual no seu local de trabalho, e, calcula-se que
o stress representa cerca de metade de todos os dias de tra-
balho perdidos.
No que se refere ao stress ocupacional do sector da Cons-
trução Civil , atentamos que as profissões deste ramo envol-
vem não apenas o stress emocional mas também um stress
físico considerável, que contribui para a sensação de fadiga
e assim, indirectamente, para o esgotamento emocional e
para as seguintes reacções produzidas pelo stress:
- Tensão muscular
- Problemas com o sono
- Transpiração
- Nervosismo
- Dores de cabeça
- Cansaço e fraqueza
- Dores nas costas
- Desejo constante de urinar
- Obstipação ou disenteria
Porque razão nos devemos preocupar com o tema do
stress e riscos psicossociais no local de trabalho?