magazine risco zero
5. Problemas Acionais
Calos nas mãos, dores nos dedos, punhos, pés, braços ou
pernas que tem como causa os esforços repetitivos, a resis-
tência ou vibração dos componentes acionais, a flexão dor-
sal, palmar ou o desvio ulnar, radial da mão em decorrência
da posição, angulação, formato e movimentação dos coman-
dos manuais ou pediosos;
Conformação e dimensionamento de manípulos ou empu-
nhaduras com pontos e arestas que, por exercerem pressões
localizadas (quinas vivas), causam danos às mãos e antebra-
ços; ou com perfil formal que não propicia uma boa preen-
são e manipulação.
Localização dos manípulos fora da área de alcance normal e
dos ângulos biomecânicos de conforto e esforço, o que acar-
reta fadigas posturais ou potenciais acidentários.
Localização, ângulação e dimensões de pedais fora dos limi-
tes antropométricos e biomecânicos de conforto e esforço.
Falta de racionalização e funcionalidade do arranjo físico
dos componentes acionais. Movimentação de comandos
que não atende a uma padronização em relação aos simila-
res; que não apresenta consistência de direção do ângulo de
referência com o suporte, e de sentido de orientação sobre
o eixo de ação; que não considera os estereótipos de movi-
mentação o que implica em acionamentos equivocados com
compromentimento das ações de controle e de lógica.
Peso dos objetos a levantar ou transportar que supera os li-
mites recomendados.
Força excessiva para movimentação de partes e peças, força
para deslocamento (empurrar ou puxar), força para acionar
manípulos, botoeiras.
6. Problemas Comunicacionais
Má audibilidade das comunicações orais resultante de defi-
ciência de tradução e amplificação dos equipamentos. Defi-
ciência na articulação das mensagens verbais por telefone
ou alto-falante. Utilização de telefones no volume “alto” em
salas comunitárias sem a devida atenuação sonora (índice
de conforto 65 dB). Falta de clareza e coerência interna de
documentos e circulares burocráticas e instrucionais; Trei-
namento instrucional a partir dos procedimentos que a ge-
rência define, sem considerar as condições reais e concretas
do trabalho (operacionalização da tarefa, equipamento, ma-
térias primas, ambiente arquitetural, físico, químico e natu-
ral) o que conflita entre a supervisão e a operação. Diferen-
ças importantes entre trabalho real e prescrito, em função
do desconhecimento das engenharias sobre a verdadeira
elaboração do trabalho. Sistema verticalizado e verbaliza-
do de informações importantes, culminando em alteração
do conteúdo inicial, aumento da gravidade ou omissão de
dados.
7. Problemas Operacionais Organizacionais
Ritmo intenso e repetividade (ausência de rodízios) falta de
autonomia, pausas reduzidas e intervalos muito longos, ex-
cessiva exigência de precisão e tolerância reduzida no pro-
grama do controle de qualidade; o que ocasiona sobrecarga
mental e psicopatologias do trabalho (depressão, agressi-
vidade, obsessividade). Utilização do tempo da máquina
como base para definição do tempo padrão sem levar em
consideração pausas ou necessidades humanas. Pressão
de prazos e de controles que acarretam tensões e compor-
tamentos ansiosos. Falta de controle das velocidades das
linhas ou máquinas. Parcelamento taylorizado do trabalho,
o que propicia a falta de objetivação da tarefa do operador -
resultando no desinteresse e desmotivação.
Isolamento do operador, controle excessivo da tarefa, falta
de participação do trabalhador, o que determina a descon-
sideração pelos resultados do trabalho, com consequência
para a produtividade (economia de recursos e qualidade dos
produtos).
8. Problemas Gerenciais
Falta de transparência ou inexistência de critérios de avalia-
ção e decisão o que propicia decisões arbitrárias com base
em argumentos de autoridade. Utilização da supervisão ou
chefia como ferramentas de autoridade e pressão. Falta de
participação dos trabalhadores na gestão e nos lucros da
empresa. Discrepâncias salariais; diferença exagerada entre
os maiores e menores salários falta de uma política de car-
gos e salários (indivíduos com funções e responsabilidades
iguais e níveis salariais desiguais). Deficiência de avaliação
de desempenho e potêncial nos programas de treinamento
e desenvolvimento do pessoal e de planejamento de carrei-
ras, ausência de critérios para promoções.
9. Problemas Economico-sociais
Definição de prioridades de investimentos incompatíveis
com as necessidades da população e comum desenvolvi-
mento social harmonioso. Insuficiência de recursos dispo-