magazine RISCO ZERO n3 - page 25

/25
A sinistralidade rodoviária é uma problemática que assola Angola e representa neste
momento umas das grandes preocupações que afligem à todos nós, todos os dias, por
quanto o índice de acidente nas nossas estradas continua alarmante, permanecendo
esta como a segunda maior causa de morte em Angola, depois da malária.
Diariamente nas nossas estradas, acontecem acidentes que infelizmente vitimam mui-
tas pessoas, causando dor, luto e sofrimento à muitas famílias e consequências de vária
ordem à sociedade, às empresas e à economia nacional.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a taxa de mortalidade por aci-
dente de trânsito irá superar a da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA) e a
dos acidentes vasculares cerebrais, tornando-se uma das principais causas evitáveis de
morte no mundo, até o ano 2020 (Adura, 2008).
Em 2014 registou-se um total de 17.271 acidentes rodoviários, com um total de 16.494 fe-
ridos e 4.234 mortos em todo território nacional, numa média diária de 47 acidentes, 45
feridos e 12 mortes (Fonte: Direcção Nacional de Viação e Trânsito da Polícia Nacional).
A condução em Angola é das actividades mais perigosas e com um elevado nível de
risco associado. Como diz o código de estrada Angolano, conduzir um veículo é uma
árdua tarefa. Constantemente, temos que adaptar a condução aos vários factores in-
ternos e externos, que condicionam a circulação dos veículos. Por este facto, temos
a necessidade de estudar as regras de trânsito antes de podermos estar habilitados a
conduzir, à semelhança do que todos fazemos quando operamos com um telemóvel
ou outra máquina qualquer. Aliás, um veículo é um electrodoméstico que usamos no
dia-a-dia, porém, não podemos esquecer que tem uma particularidade muito especial:
pode MATAR!
Dr. Telmo dos Santos
A IMPORTÂNCIA DA
PREVENÇÃO
RODOVIÁRIA
EM ANGOLA!
ARTIGO TÉCNICO
1...,15,16,17,18,19,20,21,22,23,24 26,27,28,29,30,31,32,33,34,35,...68