magazine RISCO ZERO n3 - page 16

magazine risco zero
Prof. Doutor António Sousa
FORMAÇÃO EM SHST:
MODA OU NECESSIDADE?
Nas últimas duas a três décadas, a área de Segurança, Higiene
e Saúde no Trabalho (SHST) tem vindo a ganhar visibilidade
e relevância. Tal aconteceu por diversas ordens de razões –
políticas, jurídicas, sociais, técnicas e económicas - de modo
diferenciado nas diversas zonas geográficas mundiais, em in-
terligação com os níveis de desenvolvimento de cada socieda-
de e economia regional. É certo que a maior ou menor preocu-
pação com estas matérias reflecte a ‘cultura de segurança’ dos
povos, bem como o contexto em que estão inseridos, não sen-
do comparáveis as realidades europeia, asiática ou africana,
por exemplo. Porém, a globalização de mercados e as novas
formas de comunicação - facilitadoras do acesso e dissemi-
nação de informação - colocam novos desafios e exigências
aos diversos parceiros e interlocutores que actuam num palco
global. Nessa lógica, tem sido criada uma pressão para a har-
monização de processos e procedimentos - nomeadamente
no sector da SHST - como forma de potenciar o equilíbrio e
equidade entre os ‘players’ concorrentes nesse mercado glo-
bal fortemente competitivo.
Decorre, desta breve ‘fotografia’ de enquadramento da reali-
dade actual, a necessidade de incrementar os níveis de forma-
ção em SHST dos trabalhadores, o que, desde logo, responde
à questão colocada no título do presente texto.
De facto, a formação nesta área é uma exigência das moder-
nas sociedades, empresas e mercados e não uma questão de
moda. Trata-se, pois, de um pilar basilar na estrutura social e
tecido empresarial..
ARTIGO DE OPINIÃO
"... é de salientar a
importância estratégica
da formação em
SHST para o normal
funcionamento
das empresas e
na salvaguarda da
integridade física
e psíquica dos
trabalhadores..."
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