magazine RISCO ZERO n3 - page 23

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visando reduzir especificamente as doenças profissionais e os
acidentes de trabalho.
Que empresas se devem preocupar com a saúde dos traba-
lhadores?
Todas, mas as empresas com muitos trabalhadores ou riscos
especiais para a saúde devem prestar maior atenção à saúde
ocupacional. Não se trata evidentemente de impedir empre-
sas “de risco” (muitas vezes de grande valor para a economia,
a sociedade e o emprego) e devemos entender que o “risco
zero” deve ser a nossa ambição, mas dificilmente se atinge
na prática (“o risco está sempre à espreita”). O que devemos
almejar é um compromisso de todos (administração pública,
empresas, indústrias, serviços de saúde e trabalhadores) em
torno da máxima redução do risco, da monitorização do am-
biente de trabalho e da saúde dos trabalhadores, e da investi-
gação para melhorar continuamente os nossos processos.
O referido compromisso deve começar na fase de licencia-
mento dos projectos de investimento e do estudo de impacto
ambiental, nomeadamente em grandes empreendimentos,
em que é obrigatória avaliação dos riscos para o ambiente,
para as populações circunvizinhas e para os próprios traba-
lhadores dessas indústrias.
Bibliografia
> Centro de Saúde e Segurança no Trabalho. Magazine Risco Zero.
> Costa D, Lacaz FAC, Filho JMJ, e Vilela RAG. Saúde do Trabalhador no SUS: desafios para uma política pública. Revista brasileira de saúde
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> Mendes R e Dias EC. Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador. Rev. Saúde Pública S. Paulo 25(5): 341-9; 1991
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arttext
> Uva AS e Graça L. Termos técnicos de saúde e segurança do trabalho (edição online).
sario.html
> World Health Organizations. Occupational health.
/
> Xicato MG. Risco sempre á espreita.
Considerando que Angola tem apresentado um apreciável
crescimento económico, no contexto mundial, e está instalar
diversas indústrias com base em investimentos internos e ex-
ternos, a saúde do trabalhador apresenta novos e crescentes
desafios. A grande actividade de construção civil, o aumento
da exploração de petróleo e gás natural, os projectos de geo-
logia e minas, a indústria agro-alimentar e a pecuária, entre
outros, colocam desafios transversais e específicos à saúde
dos trabalhadores. Os custos decorrentes da saúde ocupacio-
nal devem ser igualmente encarados como um investimento,
já que a saúde dos trabalhadores é uma condição da produ-
tividade, favorece o crescimento económico sustentável e o
desenvolvimento humano.
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