magazine RISCO ZERO n6 - page 47

Cargas de trabalho excessivas ou desequilibradas (sobre-
carga vs subcarga);
Exigências contraditórias e falta de clareza na definição
das funções;
Desmotivação e insatisfação sócio laboral;
Faltas de autonomia, de empowerment;
Má gestãodemudanças organizacionais, insegurança laboral;
Relações precárias laborais;
Assédio psicológico ou sexual, violência de terceiros;
Lideranças autocráticas;
O sistema de recompensas ou de valorização em vigor na
organização;
O próprio envelhecimento geracional;
Trabalho por turnos, noturno ou isolado de outros colegas
de trabalho;
O tipo de horário (que dificulta a relação coma vida familiar );
Patologias familiares e sociais mal dirimidas na relação
casa-trabalho;
Falta de participação na tomada de decisões que afetam o
trabalhador e falta de controlo sobre a forma como executa
o trabalho;
Comunicação ineficaz ou inexistente, falta de apoio da parte
de chefias e colegas;
Monotonia/repetitividade das funções;
A não estimulação para a progressão face ao investimento
académico do trabalhador;
Situações físicas (ruído permanente, ergonomia deficiente,
iluminação insipiente, etc);
Destas potenciais causas, temos as consequências a elas asso-
ciadas. Estas consequências podem manifestar-se através de
reacções emocionais, cognitivas, fisiológicas e comportamen-
tais a determinadas situações adversas ou nocivas do conteú-
do, da organização ou do ambiente de trabalho. A principal,
a mais mediática digamos, é o stress profissional. Contudo o
stress vai para além da mera actividade profissional do traba-
lhador. Mas o que é isto do stress?
Para Hans Seyle, considerado um dos pais do stress, este é
entendido como “(…) propensão do organismo para reagir de
forma idêntica a estímulos muito diversos. Quando confron-
tado com exigências que ameaçam ultrapassar as capacida-
des individuais para lidar com elas, o sistema psicofisiológico
dos indivíduos responde de uma forma geral e não específica.
Esta tendência recebeu a designação de síndrome geral de
adaptação.“ Ele afirma que nem todo o stress é negativo (dis-
tress) podendo para muitos trabalhadores ele ser a “alma”, a
“motivação”, o “desenvolvimento” a “entrega total a um pro-
jecto” então estamos a falar de stress positivo (eustress).
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