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os mecanismos de participação que estão à sua disposição nos
locais de trabalho. Os trabalhadores podem fazer-se ouvir ou
envolver-se de diversas formas:
> Dar sugestões através das Caixas de Sugestões, Chefias;
> Frequentar Formação e Sessões de Sensibilização;
> Comunicar às Chefias situações de perigo e ou deficiências
nas medidas de Segurança;
> Sensibilizar os colegas para não terem comportamentos de
risco;
> Usar os Equipamentos de Protecção correctamente;
> Ser membro da Comissão de Prevenção de Acidentes de Tra-
balho (CPAT).
Neste contexto é essencial garantir que os cursos desenvolvam
efectivamente competências que assegurem a segurança dos
trabalhadores e operações, asseverando que os programas de
formação considerem a aquisição de conhecimentos técnicos
mas também a formação para o desenvolvimento pessoal, que
potencie a mudança de atitudes e comportamentos, como por
exemplo, procedimentos de segurança no trabalho.
Defendemos neste artigo que, os/as trabalhadores/as podem e
devem ter uma participação consciente no âmbito da Seguran-
ça, Higiene e Saúde no trabalho. Devem ser acompanhados da
criação de programas de educação e formação atractivos que
estimulem a sua motivação intrínseca e respeitem o papel que
a emoção ocupa em todo o processo.
Veja-se o projecto dos Candengues da Segurança da Conduril
desde 2014 no âmbito da Campanha de Prevenção Rodoviária,
que demonstra bem este pressuposto. Através de processos
de educação e desenvolvimento cultural e humano (Peças de
Teatro, Workshops Musicais, Oficinas de Arte, etc), a Conduril
Academy promove a sensibilização e desenvolvimento de uma
Cultura de Prevenção e Segurança no Trabalho na Empresa.
Se as crianças começarem a familiarizar-se com o tema da se-
gurança e saúde à medida que aprendem a ler e escrever, esta
questão passa a integrar naturalmente o seumodo de trabalhar,
brincar e viver. Desenvolvem uma atitude positiva face à se-
gurança e saúde que os acompanhará durante toda a sua vida
profissional e acabam por influenciar os adultos.
Os trabalhadores devem receber informações, instruções, for-
mação e ser consultados sobre segurança e saúde.
Uma participação efectiva vai além da mera consulta — os tra-
balhadores e os seus representantes também participam na to-
mada de decisões.
Os Candengues da Segurança são familiares dos funcionários.
No fim, uma coisa é certa, para que um Sistema de Gestão da
Segurança no Trabalho seja bem-sucedido é necessário que a
organização tenha uma Cultura de Segurança com os seguin-
tes elementos: informação, aprendizagem organizacional, en-
volvimento, comunicação e comprometimento.
O que se evidencia num comprometimento cada vez mais cres-
cente para uma Cultura de Segurança na empresa é que temde
haver coerência entre as palavras e a realidade. Este é o cami-
nho certo, aliás o único.
Todavia, sem a dinamização de processos formativos e educati-
vos para a SHST numa organização não haverá solução para os
“grandes desafios à nossa imaginação e conhecimento”. Como
se anunciou em epígrafe, a educação e a formação são elemen-
tos cruciais. São fundamentais para se olhar para o futuro com
optimismo e responsabilidade.
Marie-Hélène Koehl Silva
Em2010 assume funções como
Coordenadora de Formação
naConduril Acade-
my tendo como principais responsabilidades a coordenação técnico-pedagógica
de Planos de Formação, diagnósticos de necessidades de qualificação, concep-
ção e organização de acções de formação para o incremento da qualificação dos
activos do Grupo Conduril emAngola. Licenciada emSociologia pela Faculdade
de Letras da Universidade do Porto e Formadora acreditada pelo IEFP (Instituto
de Emprego e Formação Profissional).
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