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"É real a insuficiência
de recursos a vários
níveis seja no sector
Público, que no sector
Privado, (...) colocam
em risco a saúde de
quem faz uso das suas
práticas."
nível de saúde, seria ideal poder expandir tal oferta não somen-
te aos trabalhadores, mas também à respetiva família, onde por
vezes, senão sempre se encontra a causa, senão a consequên-
cia de muitas maleitas que interferem e afetam o equilíbrio fí-
sico/psíquico do trabalhador.
Ciente de que o Mundo não foi feito num só dia, anseio por
melhores dias, visto ter a consciência de que paulatinamente e
com a expansão de tais projetos, umnúmero cada vez maior irá
beneficiar da rede de cuidados de saúde primários, de modo a
que o País continue a desenvolver-se, contando com pilares da
sociedade mais saudáveis.
Porém ainda haverá muito por realizar.
Relativamente à minha colaboração nesse contexto, tenho a
referir que neste momento me encontro a colaborar em 3 dos
postos de saúde, dos quais:
- 1 deles, em que predomina uma classe sócio económica con-
siderada média alta
- 2 deles, em que a maior parte da população trabalhadora per-
tence à chamada classe baixa em recursos sócio económicos.
Nesses locais, as limitações relativas ao espaço físico e/ou ao
apetrechamento em material e a possibilidade de meios com-
plementar de diagnósticos o mais limitados e possíveis, não
causam constrangimentos em nenhum profissional digno des-
se nome, porque considerando a realidade do contexto, muitos
dos diagnósticos efetuados advêm da experiência já adquirida,
orientada por uma boa história clínica.
As patologias mais detetadas poderão ser classificadas em
AGUDAS e CRÓNICAS.
A intenção das entidades empregadoras ao contratarem certas
empresas é a de que possam colaborar com profissionais que
efetuem o controlo das situações agudas, pelo que para o efei-
to é facultado um início de terapêutica ou a mesma completa,
que será complementado com o receituário prescrito, com o
objetivo de redução do absenteísmo laboral, entre outros mo-
tivos, num País onde a produtividade é a base do desenvolvi-
mento, pelo que havendo melhorias das condições de trabalho
e uma saúde física e psíquica adequadas, mais facilmente se
poderá conseguir obter a tão almejada “ ALEGRIA no TRA-
BALHO”.
Mas, para quem:
-não recorre aos cuidados de saúde primários
- não possui um seguro de saúde com cobertura mínima
- as condições económicas não permitem recorrer à entidades
privadas
E considerando a dificuldade no recurso às entidades públicas,
sempre superlotadas, são as patologias crónicas, que muitas
das vezes preenchem o nosso quotidiano.
A Hipertensão Arterial e a Diabetes Mellitus, são das patolo-
gias crónicas as mais frequentemente observadas nesses lo-
cais.
Os portadores das mesmas desconheciam padecerem de tais
doenças, cujos valores excessivamente elevados, de tão eleva-
dos ousam desafiar os níveis e valores descritos nos nossos
tratados de Ciências Médicas.
Por estranho que pareça o convívio entre alguns desses tra-
balhadores e as patologias acima referenciadas, cujos valores
contrariam o medicamente aceite é de tal modo que quase pa-
rece uma coabitação amigável, matrimónio coeso, sem atritos,
visto que:
- nunca terem sabido serem portadores
- nunca terem sido medicados