magazine RISCO ZERO n5 - page 26

magazine risco zero
- considerarem os eventuais sintomas, como fazendo parte do
seu dia a dia, o que não os faz sentir a necessidade de recorrer
à um profissional de saúde, pelo que vão mantendo esses valo-
res sustidos por tempo indeterminado:
- sem avaliação clínica
- sem medicação
- sem dieta adequada
- sem adesão aos conselhos e sugestões dos profissionais
- sem controlo e registo
- sem o hábito de praticar exercício físico
ATÉ….., ao fatídico dia em que surgem, uma ou várias das com-
plicações inerentes, por vezes FATAL.
Essa convivência, ultrapassa o habitual, sendo a HTA, uma
doença com decurso silencioso, até surgirem as manifesta-
ções, que muitas vezes são de difícil controle.
Considerando a inexistência de uma rede de cuidados de
saúde primários, capaz de suprir a uma população cada vez
mais numerosa em tempos de PAZ, é totalmente impossível
aos órgãos do Estado proporcionar tais cuidados, sobre toda a
extensão territorial, pelo que é de louvar a implementação por
parte de alguns empresas deste tipo, para usufruto por parte
dos colaboradores e trabalhadores e é por estes aceite de bom
grado, pelo que devagar, devagarinho:
- vão recorrendo, cada vez mais aos postos de saúde no trabalho
- vão-se familiarizando, com os meios postos à disposição
Paulatinamente, começam a ser criadas cada vez mais laços
benéficos da relação médico-doente, pelo que se vai conse-
guindo obter uma maior colaboração nos vários sentidos,
porque os profissionais se esmeram cada vez mais para serem
bons ouvintes, de tal modo, senão muitas das vezes quase que
exercem também as funções de Psicólogos e direi mesmo de
Assistentes Sociais, pois que:
- os dramas pessoais e familiares são muitos
- as queixas sócio económicas são abismais
- a insuficiência de organismos públicos onde possam ser en-
dereçados
- a inexistência de seguros de saúde
E sendo frequentemente impossível o recurso por motivos
económicos à realização de Exames Complementares de Diag-
nóstico mínimos ou/e talvez mais sofisticados, tem-se vindo a
constar nalguns casos, uma adesão incompleta à terapêutica
instituída, com a agravante de por vezes partilharem com os
familiares a medicação facultada, porque referem os mesmos
apresentavam queixas similares, ai ai, até nessa realidade que-
rem por vezes competir com o nosso profissionalismo, retar-
dando uma melhoria mais precoce da própria situação clínica.
Temos conhecimento de que muitos referem não ter posses
para custear despesas inerentes a saúde, mas por outro lado é
quase impossível que uma entidade assuma a totalidade dos
custos.
Até quando as mentalidades se fixarão no que lhes é dado gra-
tuitamente ?
Até quando priorizarão o recurso aos ditos terapeutas tradicio-
nais, onde por vezes são extorquidos, muitas das vezes pagan-
do com a própria vida.
Até quando são priorizados os gastos com : festas / sentadas
familiares/ Kombas ,situação onde a morte é quase que enca-
rada como motivo de festa…..
Nesses eventos é notório o gasto excessivo, mas talvez :
- pela tradição ancestral
- como solução para esquecer maleitas presentes ou passadas
As preocupações com :
- uma alimentação mais equilibrada
- a adesão aos conselhos de vários profissionais
São relegados, para um segundo plano.
Apesar de tais hábitos estarem de tal modo enraizados, por
fazerem parte de uma tradição ancestral, não nos será impos-
sível tentar lentamente incutir sugestões de modo à que pos-
sam por si próprios chegar a conclusão de que a saúde não
depende unicamente da ida ao médico, pois que tudo terá de
ter um início, desde que possam dispor de saneamento básico,
bons cuidados de higiene pessoal, familiar, habitacional, sem
descurar:
- os hábitos alimentares
- os hábitos de socialização
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