magazine RISCO ZERO n5 - page 15

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Qualquer assunto relacionado, directa ou indirectamente,
com o trabalhador e a sua função dentro da empresa é sus-
ceptível de ser convertida em objecto de informação.
Para que a informação resulte eficaz deve ser completa, ade-
quada, necessária, sintética, coordenada e realizada no mo-
mento oportuno.
Quando um sistema de informação não é eficaz poderá surgir
na empresa o chamado boato ou rumor. O boato pode ser de-
finido como aquela informação que se transmite pelos canais
informativos da organização, sem que existam evidências da
sua veracidade ou falsidade.
O boato acaba por ser o resultado de falta de informação ou
sua ambiguidade sobre determinada situação que desperta
interesse, pois se não existir ambiguidade ou interesse, o tra-
balhador não terá motivo para especular ou fomentar o rumor
porque conhece os factos concretos. Efectivamente, quando
não existe informação, a inquietude instala-se originando o
aparecimento de rumores.
Actualmente, os grupos de trabalho constituem as unidades
básicas de uma organização. Deste modo e considerando que
os fluxos de comunicação produzem-se entre indivíduos que
são, simultaneamente, emissor e receptor, a comunicação
dentro de uma rede empresarial é um intercâmbio mútuo que
afecta o rendimento do trabalho da equipa.
Cada vez mais se vem constatando a importância da comu-
nicação interna, assente na ideia de que a solução da maior
parte dos problemas numa organização passa por uma me-
lhoria dos canais de comunicação e pela incrementação da
transmissão de informação.
A comunicação interna tem como objectivo transmitir a mis-
são, os valores e objectivos da organização. Dada a complexi-
dade do fenómeno comunicativo em ambiente laboral, surge
a necessidade da elaboração de um plano que, através dos
meios e suportes adequados, consiga uma boa comunicação
em todos os sentidos.
No que concerne à implementação dos Serviços de Seguran-
ça, Higiene e Saúde no Trabalho (SHST), programa de carác-
ter preventivo, há que entender que qualquer inovação que se
pretenda efectuar numa organização deverá ser precedida de
informação suficiente aos trabalhadores para se conseguir um
grau elevado de participação.
Há que ter em linha de conta que a participação é fundamen-
tal em qualquer processo inovador uma vez que permite au-
mentar a percepção/ assimilação sobre as mudanças fazendo
com que os trabalhadores se comprometam mais, ao conside-
rarem-se como parte integrante destas mudanças.
A comunicação, como forma de divulgação da informação, é
uma ferramenta chave em qualquer programa que vise imple-
mentar medidas de melhoria. Contudo, a comunicação para
ser eficaz e eficiente, deverá ser realizada através dos canais
adequados em que se esclareça
o que é
para fazer,
quem
o faz
e o
porquê
de se fazer.
Antes de informar, é conveniente planear e delinear as men-
sagens que se pretende transmitir. Há que procurar que a in-
formação a divulgar seja positiva, clara, concreta, específica
de modo a ser entendida por todos os seus destinatários, dei-
xando em aberto uma comunicação bidireccional ou seja, dar
aos trabalhadores a possibilidade de colocar perguntas, pedir
informação adicional, etc.
Nos processos de mudanças, a comunicação de retroinfor-
mação é crucial isto é, proporcionar feedback sobre a acção é
uma maneira de supervisionar ou avaliar a própria mudança,
dando aos trabalhadores informação de retorno sobre o seu
comportamento e as actividades implicadas pela mudança,
bem como os resultados já alcançados. Este
feedback
é uma
forma de promover os comportamentos preventivos no âm-
bito da SHST e, também, para “captar” os que ainda não cum-
prem.
Em síntese, pode-se afirmar que qualquer organização para
ser bem sucedida (entenda-se a nível da produtividade, da
qualidade do produto e do bem estar e satisfação dos trabalha-
dores) deve procurar obter um bom trabalho em equipa e um
sistema de informação simples e compreensível que permita a
todos trabalhadores responderem rapidamente aos problemas
da empresa e compreenderem a situação global da mesma.
A comunicação e informação, por si só, caracterizam-se como
intervenções do fórum preventivo. Trabalhar em equipa é co-
municar!
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