magazine RISCO ZERO n5 - page 23

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e apoiadas pelo contexto envolvente, pode transformá-las em
equipas frondosas ou ao contrário tóxicas, daí a importância
da higiene mental que sendo um ramo da saúde que define
cuidados com as doenças que afectam a mente no trabalho.
A valorização positiva das características próprias e alheias, a
catarse emocional e o reforço da auto-estima são algumas das
questões que qualquer pessoa deve trabalhar para proteger
a sua higiene mental para evitar desequilíbrios psicológicos
que lhe impeçam de se desenvolver com normalidade.
Um dos problemas que mais tem afectado as empresas são os
distúrbios na saúde dos trabalhadores, sendo na maioria das
vezes, ocasionados devido a uma organização do trabalho que
envolve tarefas repetitivas, pressão constante por produtivida-
de, jornada prolongada além de tarefas fragmentadas, monó-
tonas que reprimem o funcionamento mental do trabalhador.
Corroborando Rodrigues (2002), afirma que a maioria das do-
enças ocupacionais, tem uma correlacção com o stress, pois
o desgaste que as pessoas são submetidas no ambiente e nas
relações com o trabalho, é um dos factores significativos na
determinação de doenças.
Também Nahas (2001) e Sharkey (2008), referem que, embora
seja impossível viver sem o stress, o seu excesso pode causar
danos físicos e emocionais, podendo intervir na vida diária,
resultando na perda de produtividade e afectando o relacio-
namento interpessoal.
Para Barreira (2004) é evidente a necessidade da tomada de
medidas de prevenção e análise dos factores de risco para que
estes sejam controlados, pois a saúde da empresa depende
exclusivamente da saúde dos seus trabalhadores, os quais de-
vem ser defendidos de:
× Cargas de trabalho excessivas;
× Exigências contraditórias e falta de clareza na definição de
funções;
× Má gestão de mudanças organizacionais que cria a insegu-
rança laboral;
× Comunicação ineficaz, falta de apoio da parte de chefias e
colegas;
× Assédio psicológico e violência de terceiros.
Assim, é fundamental a criação de um ambiente positivo nas
organizações para o bom desempenho e desenvolvimento
profissional bem como, o bem-estar mental e físico dos traba-
lhadores através de atitudes, tais como:
1. Ter atenção às emoções próprias e às emoções alheias;
2. Possuir maturidade emocional (auto-controlo perante as
críticas);
3. Criar empatia e contágio emocional;
4. Promover o auto-encorajamento;
5. Existir condições de trabalho;
6. Adequar o cargo ao trabalhador.
7. Atribui um salário que seja motivador, compensatório, com-
petitivo, justo e equitativo.
Paralelamente, os trabalhadores devem assumir comporta-
mentos que permitam/assegurem essa conquista, através de
esforço, dedicação, pontualidade e assiduidade.
Fica claro que a importância do bem-estar e a saúde do in-
divíduo no trabalho reside no facto do trabalhador passar a
maior parte do tempo no trabalho e este ambiente tem que
estar ligado às relações saudáveis e harmónicas.
É também inquestionável que os recursos (financeiros, tec-
nológicos, sociais e humanos) são fundamentais para as
organizações. Porém, não nos esqueçamos que um capital
psicológico positivo contém contributos únicos, distintivos e
determinantes, que os restantes não facultam, uma vez que o
capital psicológico positivo promove a utilização eficiente do
capital financeiro, social e humano!
Ângela Jamba Baptista
× Licenciada emPsicologia, ramo da Psicologia do Trabalho e das Orga-
nizações, Universidade Óscar Ribas
× Psicóloga no CSST – Centro de Pesquisa, Estatística, Formação e In-
formatização
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