magazine risco zero
O trabalho, apesar de poder ocasionar deterioração, envelhecimento e doenças gra-
ves, pode constituir um factor de equilíbrio e desenvolvimento, dependendo da relação
estabelecida entre a Organização Empregadora, o Trabalhador e o Trabalho exercido
(Dejours 1993).
Por ser uma fonte de realização e crescimento pessoal, o trabalho teve sempre um papel
principal nas diferentes sociedades. As implicações associadas às novas concepções do
trabalho são tão rápidas que exigem dos trabalhadores competência, conhecimentos,
atitudes e habilidades, não concebíveis antigamente.
Em 1970, os especialistas começam a apontar o trabalho como o meio, no qual, frequen-
temente, as pessoas se mantêm numa situação de stress.
Desde então, vários profissionais de psicologia, das diversas áreas de saúde, de admi-
nistração de empresas e de recursos humanos têm-se debruçado intensamente em es-
tudos, na tentativa de evitar que o embate ser humano versus trabalho acabe, gerando
mais prejuízos que benefícios para o homem (WALLAU,2003).
Actualmente, as organizações que desejam sobreviver e perpetuar-se devem valorizar
o ser humano, proporcionando o desenvolvimento de acções que melhorem o nível da
qualidade de vida no ambiente físico e psicológico de trabalho dos indivíduos, conside-
rando os trabalhadores sujeitos do seu trabalho e não objectos de produção, evitando a
insatisfação e a desmotivação.
Fica assim clara a importância do bem-estar e a saúde do indivíduo no trabalho para o
sucesso organizacional. A positividade das organizações e dos indivíduos estão forte-
mente relacionadas com a motivação das equipas.
Omodo como as equipas são constituídas e desenhadas e a maneira como são lideradas
Drª Ângela Jamba Baptista
HIGIENE MENTAL
ARTIGO TÉCNICO