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Em 2013, segundo o Secretário de Estado da Saúde de Angola,
a HTA e as complicações causadas por esta doença são as
principais causas de morte nas urgências das unidades sani-
tárias de referência no país.
Como surge a HTA
Não se sabe exatamente por que a hipertensão surge, mas
sabe-se que ela é causada por múltiplos fatores genéticos e
de hábitos de vida. Sabe-se que entre os mecanismos respon-
sáveis pela elevação da pressão arterial estão um aumento de
absorção de sal pelos rins, uma excessiva resposta dos vasos
sanguíneos a estímulos nervosos mediados por neurotrans-
missores, como a adrenalina, e uma perda de elasticidade das
artérias, tornando-as mais rígidas.
Imagine que as suas artérias são como mangueiras, em es-
tado saudável, o sangue flui com facilidade pelo seu interior,
não encontrando qualquer obstáculo ao longo do trajeto. No
entanto, se nestas “mangueiras” o sangue se encontra sobre
pressão, o coração tem de esforçar-se mais para fazer circular
o sangue. Nestes casos, o esforço pode levar a que a massa
muscular do coração aumente, fazendo com que o volume do
coração se torne maior – a chamada hipertrofia. Com o passar
do tempo, esta hipertrofia pode levar a insuficiência cardíaca,
angina de peito ou arritmia.
O que fazer?
Avalie a pressão arterial com frequência, realize consultas
de rotina;
Pratique atividade física com regularidade, como natação,
marcha, corrida ou dança;
Coma de forma saudável preferindo as carnes de aves
às carnes vermelhas (vaca, porco, cabrito) e evite o sal,
substitua-o por ervas aromáticas ou sumo de limão, evite
bebidas alcoólicas e refrigerantes, se tem excesso de peso
procure reduzi-lo através de uma dieta equilibrada.
O que é a “máxima” e a “mínima”?
A pressão arterial é quantificada através de dois números. O
primeiro e mais elevado diz respeito à pressão que o sangue
exerce nas paredes das artérias quando o coração está a bom-
bear sangue. É a chamada pressão arterial sistólica, habitual-
mente designada “máxima”. O segundo indica a pressão que
o sangue exerce nas artérias, quando o coração está relaxado.
Chamada pressão arterial diastólica, vulgarmente conhecida
como “mínima”.
A Fundação Portuguesa de Cardiologia defende que a pres-
são arterial ideal deve ser inferior ou igual a 120/80mmHg.
Acima destes valores cresce o risco de doença coronária ou
AVC.
Tratamento
A HTA é uma doença crónica, uma doença para a vida. Não
tem cura, mas pode ser controlada. Mudar alguns hábitos de
vida é muitas vezes suficiente para baixar os valores de pres-
são arterial. Isso passa por: diminuir o consumo de sal; comer
frutas, legumes e saladas; praticar mais exercício físico; evitar
o consumo de álcool; reduzir o stress e perder peso (em caso
de excesso). Quando estas medidas não são suficientes, deve-
se então recorrer aos fármacos. Estes devem ser prescritos
pelo médico, segundo as características de cada doente.
Procure saber mais informações no posto de saúde da sua em-
presa, o Enfermeiro dar-lhe-á conselhos sobre hábitos de vida
saudáveis.
Pela sua saúde, cuide de si!
Verónica Silva, Enfermeira
Licenciada pela Escola Superior de Enfermagem Dr. José Timó-
teo Montalvão Machado de Chaves. Formadora acreditada pelo
Instituto de Emprego e Formação profissional desde 2009. Curso
de suporte avançado de vida cardiovascular, segundo as recomen-
dações da American Heart Association, desde 2013. Experiência
profissional na emergência pré-hospitalar desde 2005. A exercer
funções de enfermagem na NWA – Networking Angola em postos
isolados em Angola desde 2013.