magazine RISCO ZERO n6 - page 80

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A gestão da SST deve assim considerar na avaliação de ris-
cos as exigências do trabalho à luz das aptidões funcionais e
do estado de saúde do indivíduo, tornando-se essencial adoptar
uma abordagem holística, como exemplifica o conceito de ca-
pacidade de trabalho desenvolvido pelo Instituto Finlandês de
Medicina no Trabalho (FIOH) e pelo Multidimensional Work
Ability Model.
Os principais factores que afectam a capacidade de trabalho do
indivíduo são:
× Saúde e aptidões funcionais;
× Educação e competência;
× Valores, atitudes e motivação;
× Comunidade profissional e ambiente de trabalho;
× Os conteúdos, as exigências e a organização do trabalho.
As alterações nas aptidões funcionais consoante a idade não são
uniformes, isto porque subsistem diferenças específicas no estilo
de vida, nutrição, condição física, predisposição genética para a
doença, nível educacional e ambientes de trabalho e outros.
Tomando como exemplo a realidade do sector da Construção
Civil onde a Conduril se enquadra, vemos que alguns dos ris-
cos mais relevantes para os trabalhadores mais velhos são:
× Volume de trabalho pesado do ponto de vista físico;
× Riscos relacionados com o trabalho por turnos;
× Ambientes de trabalho debaixo de temperaturas elevadas,
baixas ou commuito ruído.
Na Conduril em Angola um dos principais factores de risco,
para além dos comummente conhecidos (quedas em altura, so-
terramentos, cortes, etc.) e que afectam jovens e mais velhos, é
a exposição ao sol. É um risco que inflige um desgaste muito
grande nos trabalhadores que passam muitas horas/dia expos-
tos às adversidades do clima, nomeadamente o sol. Os riscos
de desenvolver uma doença de pele e até mesmo, em última
instância, a morte por insolação são muito grandes e a maior
parte das vezes negligenciados.
Assim, com o passar dos anos, julga-se que será natural que os
níveis de exposição funcionem contra a capacidade de respos-
ta do corpo, isto é, quanto mais envelhecido menor será a capa-
cidade de resistir e responder ao calor extremo, podendo assim
considerar-se um risco acrescido para os mais velhos, mas no
entanto já não afecta os trabalhadores de escritório.
Outro aspecto será a perda de visão, por exemplo em motoris-
tas ou manobradores, senão for salvaguardado que veem bem,
o risco de acidente/incidente é substancialmente mais elevado.
Outra que poderá ser relevante é a perda de audição, por exem-
plo em caso de emergência ou de um simples alerta, o facto do
trabalhador não ouvir pode resultar em acidente.
O declínio relacionado com a idade afecta principalmente as
capacidades físicas e sensoriais, que são relevantes, sobretudo,
para o trabalho físico pesado.
Mas como promover a capacidade de trabalho e a saúde no
local de trabalho?
Estas são algumas das questões que preocupam o Grupo Con-
duril em Angola, cujo comprometimento de ser uma empresa
simultaneamente competitiva e mais humana e a construção
de uma Cultura de Segurança tem sido uma prioridade.
Como uma organização que possui uma política bem delinea-
da e estrategicamente vocacionada no sentido de se dar cum-
primento a toda a legislação Nacional, bem como normas In-
ternacionais relacionadas com a Saúde, Higiene e Segurança
no Trabalho (SHST) que regulamentam o sector da construção,
existem políticas e acções de SST para criar locais de trabalho
saudáveis e produtivos que permitem responder aos desafios
do envelhecimento da mão-de-obra.
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