Magazine Risco Zero Nº12
magazine risco zero Figura 1 - Gráfico de consumo de álcool por género nos indivíduos do sexo masculino, com a ingestão de cerve- ja apontada como a bebida alcoólica de eleição e correspon- dendo a 64% do tipo de bebidas alcoólicas mais consumidas pela população angolana(1,5). Esta diminuição de consumo é evidenciada ao longo dos anos, sendo que reduziu para 10,8 litros per capita no ano de 2016(9), e para 6,4 litros per capita em 2017(10). Devido à gravidade dos efeitos resultantes do uso do álcool é necessário instituir programas de prevenção, tendo em conta o padrão de estratégia em relação ao tipo de população e os níveis de prevenção. No que concerne à prevenção primária, esta está indicada para situações onde os indivíduos não são consumidores usuais, porém consomem ocasionalmente, ten- do por objectivo eliminar ou reduzir o risco de consumo ou evitar novos episódios, sendo que os meios interventivos são as instituições comunitárias, a escola e a família, através de informações, formações, educação para saúde e estímulo da adopção de estilos de vida saudáveis; a prevenção secundá- ria, direcciona-se para os “grupos de risco”, ou seja, quando já houve início do consumo, tem como principal objectivo de- tectar e intervir precocemente, sendo aplicados como meios interventivos a família, a escola e serviços específicos que dão especial atenção à detecção precoce e às situações de crise; a prevenção terciária dirige-se aos indivíduos que são consumi- dores habituais ou dependentes e tem como objectivo acom- panhar a evolução e agravamento da situação, bem como das suas consequências, sendo os meios interventivos os serviços especializados e estando inerente a este nível, a desintoxica- ção física, a desabituação psicológica e a reinserção social(7). Partindo deste problema e considerando que os estudantes e professores da especialidade em Enfermagem de Saúde Co- munitária do Centro de Formação de Saúde Multiperfil têm vindo a realizar o diagnóstico de saúde em diferentes comu- nidades de Luanda para intervir de forma direccionada às ne- cessidades identificadas, decidiu-se olhar de forma específica para os dados presentes nesse estudo e que se relacionam com o consumo de álcool. Neste sentido, este artigo apresen- ta os dados que se referem ao consumo de álcool num bairro estudado em 2017. Figura 2 - Frequência semanal de consumo de bebidas alcoólicas Figura 4 - Nível de escolaridade dos consumidores de bebidas alcoólicas Figura 3 - Situação laboral dos consumidores de bebidas alcoólicas
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