Magazine Risco Zero Nº12

/77 Estiveram presentes as delegações de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. A I O cina sobre Boas Práticas de Alfabetização e Educa- ção de Jovens e Adultos ocorreu no âmbito do Plano de Ac- ção da Cooperação Multilateral no domínio da Educação de Adultos da CPLP (2016-2020), em consonância com os compromissos internacionais consubstanciados no Marco da Acção de Belém (Con ntea VI), nos objectivos de De- senvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 e na re- comendação sobre a Aprendizagem e Educação de Adultos (UNESCO 2015). A mesa de abertura foi composta pela Ministra Carla Barro- so, chefe da Assessoria Internacional do Ministério da Edu- cação do Brasil (MEC), pela Arlinda Manuela dos Santos Cabral, responsável pela área da Educação no Secretariado Executivo da CPLP, e Adriano Dani, chefe de Gabinete da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversi- dade e Inclusão (SECADI) do MEC, que representou a Se- cretária Ivana de Siqueira. Após a abertura, foram apresentados os objectivos de traba- lho da O cina e a metodologia de trabalho, com a formação de mesas-redondas para debater três eixos no campo da Educação de Jovens Adultos: Qualidade, Acesso e Capaci- tação. Angola, em conjunto com Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe apresentaram as suas boas práticas no que respeita ao eixo do Acesso. Aqui, o delegado de Angola, Evaristo João Pedro falou sobre a experiência nacional e sobre o apoio preponderante dos parceiros sociais, tendo levado como modelo de boas práticas a Conduril Academy. Foi apresentada a iniciativa de parcerias com as empresas de construção civil, visto ser uma empresa onde se encon- tra bastante mão de obra pouco diferenciada, escolarizada e onde os estaleiros de obra podem ser considerados cantei- ros de aprendizagem. Perante o cenário de crise económica, os parceiros sociais tornam-se os melhores aliados para ul- trapassar os constrangimentos da alfabetização e educação de Adultos em Angola. PORQUÊ A CONDURIL ACADEMY? Essa era a questão que nos indagava e que foi respondida na primeira pessoa, pelo Director Nacional de Educação de Adultos, Evaristo Pedro. A sua resposta foi segura e concisa: Eu decidi levar o exemplo da Conduril Academy para esta Oficina por 2 motivos. Primeiro, temos uma parceria sólida. Segundo, está a dar frutos com resultados. Se a Oficina tinha como objectivo apresentar boas práticas, ninguém melhor que a Conduril Academy. Vocês fazem mesmo. Tenho a agradecer toda a prontidão e disponibilidade na partilha dos projectos que em muito nos destacaram. O Director Laurindo Marcelo Rafael Nhacune, delegado de Moçambique, ficou extasiado com bons resultados de Angola! Moçambique ainda apresenta uma taxa de analfabetismo à volta dos 50%. Dr. Evaristo Pedro, Director Nacional de Educação de Adul- tos de Angola No segundo dia, a 13 de Março os trabalhos foram abertos pela Secretária Ivana de Siqueira, da SECADI, e pela direc- tora Maria das Graças, da Directoria de Políticas de Alfabe- tização e Educação de Jovens e Adultos do MEC. Após a abertura, os participantes discutiram, em mesa-redonda, os resultados do exercício do dia anterior e elegeram três prio- ridades para serem discutidas em grupo, no âmbito dos três eixos objecto da O cina: qualidade, acesso e capacitação. As prioridades foram: • FORMAÇÃO ESPECÍFICA DE EDUCADORES PARA JOVENS E ADULTOS • ACESSO DA MULHER À ESCOLA • REVISÃO DE CURRÍCULOS ASSEGURANDO A FLEXIBILIZAÇÃO PARA CADA REALIDADE

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