Magazine Risco Zero Nº12

/17 Isabel Beaumont × Mestrado em Gestão de Recursos de Saúde × Licenciada em Higiene Oral FACTORES QUE PODEM POTENCIAR O CONSUMO DE ÁLCOOL • Falta de estímulo; • Baixos salários•Insegurança no emprego; • Horários prolongados; • Trabalho por turnos; • Trabalhos perigosos (construção civil, minas, trabalhos offshore, hotelaria e restauração). Após avaliar a implementação dessas directrizes, a OIT concluiu que, se forem adequadamente implementados e desenvolvidos, os programas de prevenção do abuso de substâncias nos locais de trabalho podem ser benéficos para os trabalhadores e entidades empregadoras, contribuindo para a formação de uma mão de trabalho mais saudável, com moral elevada e para a imagem positiva da empresa perante a sociedade além de facultar maior produtividade. Não se deve esquecer que o abuso de álcool afecta as pessoas comuns e, por isso, ocorre na maioria das empresas a todos os níveis, quer do topo da administração aos trabalhadores de base. Por outro lado, temos como consequências para o trabalhador e empresa: • Diminuição de rendimento laboral (mais erros); • Aumento do absentismo e acidentes de trabalho; • Envolvimento mais frequente em conflitos (aumento da agressividade, comportamentos violentos para com colegas, chefias); • Adopção frequente de comportamentos de risco, pondo em risco a sua segurança e a de terceiros (diminuição de reflexos, alteração da visão, audição e equilíbrio, esquecimento); • Reformas antecipadas; • Imagem negativa da organização. Por vezes, as empresas na gestão das situações de consumo de álcool no local de trabalho, optam por acções disciplinares, incluindo o despedimento pois entendem ser a resposta adequada para este problema. Porém, este tipo de abordagem pode implicar um conjunto de desvantagens sérias, tais como: • A própria legislação e organizações sindicais e laborais exigem, cada vez mais, respostas construtivas da parte dos empregadores; • Os despedimentos envolvem custos elevados e podem significar a perda de trabalhadores capacitados e valiosos; • O recrutamento e a formação de novos trabalhadores implica custos e exige tempo; • O próprio despedimento poderá agravar a situação na medida em que o trabalhador em causa se transforma num encargo para a sociedade; • Se for o ambiente de trabalho que estiver a contribuir para o problema do consumo de álcool, não é o despedimento que o irá resolver! A terminar, quer pelas recomendações da OIT quer pelas implicações que uma má gestão do consumo de álcool numa empresa poderá acarretar, há que enveredar e apostar numa política e programa que visem: • A Prevenção, Redução e Tratamento do problema • Ser aplicado a todo o pessoal da empresa!

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