Magazine Risco Zero Nº12

/55 Enf. Verónica Silva × Licenciada pela Escola Superior de Enfermagem Dr. José Timóteo Montalvão Machado, Chaves. × Formadora acreditada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional desde 2009. × Experiência profissional em emergência pré-hospitalar desde 2005. × Enfermeira na NWA desde 2013. × Enfermeira coordenadora dos postos de saúde urbanos da NWA desde 2017. TRATAMENTO E PROGNÓSTICO O tratamento é feito em várias etapas. A interrupção do con- sumo deve ser controlada, uma vez que a abstinência pode levar ao aparecimento de problemas de saúde. Durante esta etapa, a pessoa pode ser internada ou manter-se em casa sob vigilância da família, amigos ou médicos. Após a etapa de de- sintoxicação, a terapia de grupo ou os grupos de apoio são medidas eficazes que ajudam a pessoa a não voltar a consu- mir. Sem acompanhamento profissional, aproximadamente 90% dos doentes voltam a beber nos 4 anos seguintes à interrup- ção. O fato de serem diagnosticados outros transtornos psicoló- gicos associados ao uso do álcool é sinal de bom prognósti- co, pois o tratamento desses transtornos costuma resolver a raiz do alcoolismo. Outro fator de bom prognóstico é quando amigos e familiares também param de beber e/ou de oferecer bebidas ou já não tinham o hábito de beber. Quanto maior o apoio de amigos e familiares, maior a probabilidade de cura definitiva. PREVENÇÃO De um modo geral, a prevenção consiste na regulamentação e limitação da venda de bebidas alcoólicas, em fiscalizar com rigor a sua venda, em taxar o álcool para aumentar o custo de aquisição e em disponibilizar tratamento a baixo custo. A pessoa com predisposição para o consumo de álcool deve procurar, com o apoio dos amigos e da família, outras ativi- dades prazerosas mais saudáveis, como desporto e artes, por exemplo. Nos postos de saúde geridos pela NWA, existe grande divul- gação de material de sensibilização para os funcionários, quer através de cartazes (imagem 1), newsletters ou trípticos quer através de realização de sessões de educação para a saúde ou ensinos durante as consultas. Apesar de serem aplicados muitos termos para se referir a uma pessoa com síndrome de dependência alcoólica, é con- senso que é uma doença, que precisa de tratamento multipro- fissional e que se não for tratada pode levar à morte. POSTO DE SAÚDE NOTRABALHO Uma saúde melhor, por uma vida melhor! Álcool Vamos parar o Álcool, antes que ele nos pare a nós Efeitos do consumo excessivo de álcool A ingestão de álcool aumenta em grande número o risco de acidentes de viação, acidentes de trabalho, absentismo laboral, bem como o surgimento de inúmeras doenças e problemas de saúde. Em Angola, no ano 2013 foram registados um total de 17.262 acidentes rodoviários, dos quais resulta- ram 4.305 mortos e 16.027 feridos. Na empresa serás exposto a controlo de taxa de alcoolemia de forma regular e sem aviso prévio. Na família: • Alterações a nível da estrutura de papeis da família e do cônjuge em particular; • Mudanças na vida afetiva do cônjuge e na família em geral; • Situação económica destruída No trabalho: • Acidentes de trabalho (quedas e manuseamento de objetos); • Irritabilidade; • Desconcentração; • Atrasos e faltas frequentes; Na condução: • “Euforia” da velocidade e da ultrapassagem • Deficiente coordenação Na saúde: Deterioração e atrofia Anemia e diminuição das defesas imunitárias Alterações cardíacas (miocardite) Irritabilidade, insónias, ideias de perseguição, delírio por ciúmes e, mais grave, encefalopatia com deterioração psico-orgânica Hepatite, Cirrose e hepatopatia Gastrite e úlcera Inflamação e deterioração Transtorno na absorção de vitaminas, hidratos de carbono e gorduras Imagem 1 - Cartaz da NWA abordando a temática do álcool Vamos parar o álcool antes que ele nos pare a nós!

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